18/11/2011

O Que Está Escrito?





Em Lucas 10:25, um homem fez a Jesus uma pergunta muito importante: "Mestre, o que farei para herdar a vida eterna?" Ao contrário de seus contemorâneos e da maioria das pessoas de hoje em dia, que está preocupada com os prazeres temporários de coisas terrestres, este homem está buscando respostas de importante interesse espiritual. Talvez você também esteja buscando respostas para questões vitais de eterno significado.



A próxima conversa entre Jesus e este questionador, revela três elementos essenciais para um proveitoso estudo Bíblico:



1. Devemos saber o que as escrituras nos dizem. Jesus perguntou: "Que está escrito na lei?" Precisamos conhecer a Bíblia.



2. Devemos entender o significado da mensagem da Bíblia. Jesus fez uma segunda pergunta: "Como interpretas?" A Bíblia foi escrita por nosso Criador numa linguagem humana para que possamos entendê-la. Devemos estudar para entendermos a mensagem (cf. Mateus 13:13-16).



3. Devemos aplicar a mensagem em nossas vidas. Esta é a parte mais difícil do valioso estudo da Bíblia. Podemos ler e entender a Bíblia, mas se não vivermos de acordo com suas instruções, nada ganhamos! Jesus corretamente percebeu que este era o problema deste homem que viera com a questão. Jesus lhe disse: "Respondeste corretamente; faz isto e viverás".






­por Dennis Allan

01/11/2011

livros Apócrifos ou Deuterocanônicos



As Bíblias católicas romanas têm vários livros a mais no Novo Testamento em relação às Bíblias protestantes. Estes livros são conhecidos como Apócrifos (ou Deuterocanônicos). A palavra “apócrifo” significa “oculto”, enquanto a palavra “deuterocanônico” significa “segundo cânone”. Os Apócrifos foram escritos principalmente no tempo entre o Velho e Novo Testamento. Os livros se chamam: I Esdras, II Esdras, Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruc, a Carta de Jeremias, Oração de Manasseh, I Macabeus, II Macabeus, e adições aos livros bíblicos de Ester e Daniel.

29/07/2011

Como surgiu o calendário





Se cada um tivesse a sua própria maneira de contar os dias, o mundo seria uma loucura! Por isso, é impossível imaginar a nossa vida sem o calendário. Mas, como será que ele surgiu? Um dos primeiros calendários de que se tem notícia é o romano, embora o homem já tivesse meios de se orientar no tempo antes disso. Diz a lenda que ele foi criado por Rómulo, primeiro rei de Roma, no ano 735 a.c.
O calendário romano baseava-se no ciclo lunar e tinha 304 dias divididos em 10 meses seis com 30 dias e quatro com 31. Foi Rómulo quem nomeou os primeiros quatro meses do calendário romano de martius, aprilis, maius e junius. Os meses seguintes foram simplesmente contados em latim: quintilis, sextilis, septembre, octobre, novembre e decembre.
Como esse calendário não estava alinhado com as estações do ano, que duram cerca de 91 dias cada uma, por volta do ano 700 a.c., o rei Numa, que sucedeu Rómulo no trono, decidiu criar mais dois meses: janus e februarius. Embora as estações estejam ligadas ao ciclo solar, o novo calendário romano continuou a seguir o ciclo lunar, mas passou a ter 354 dias (seis meses de 30 dias e seis de 29).
Durante o império de Júlio César, por volta do ano 46 a.c., o calendário sofreu mais mudanças. Os senadores romanos mudaram o nome do mês quintilius para Julius, para homenagear o imperador. O calendário passou a orientar-se pelo ciclo solar, com 365 dias e 6 horas. O chamado calendário juliano foi uma tentativa de entrar em sintonia com as estações.
Foi criada uma rotina em que por três anos seguidos o calendário deveria ter 365 dias. No quarto ano, ele passaria a ter 366 dias, pois, após quatro anos, as 6 horas que sobravam do ciclo solar somavam 24 horas, isto é; mais um dia. Estava estabelecido o ano bissexto. Além dos meses alternados de 31 e 30 dias, excepto fevereiro, que tinha 29 dias ou 30 em anos bissextos, passou-se a considerar janeiro, e não março, o primeiro mês do ano.
Mais tarde, quando o mês sextilius passou a ser chamado de Augustus, decidiu-se que o mês em homenagem ao imperador Augusto não poderia ter menos dias que o mês dedicado a Júlio César. Um dia de februarius foi então transferido para Augustus  por isso hoje o mês de fevereiro tem 28 dias ou 29 em anos bissextos. Para evitar que houvesse três meses seguidos com 31 dias, o total de dias dos meses de septembre a decembre foi trocado: setembro e novembro ficaram com 30 dias, outubro e dezembro com 31.
No fim do século 16 descobriu-se que o ciclo solar não tinha 365 dias e 6 horas redondas mas 365 dias, 5 horas, 49 minutos e 16 segundos. Com alguns ajustes, passou a vigorar o calendário gregoriano introduzido por ordem do papa Gregório XIII, usado hoje em quase todo o mundo. Só que os astrónomos do nosso tempo concluíram que, na verdade, o ano tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46,04 segundos. Mais uma pequena mudança, só são bissextos os anos de mudança de século que divididos por 9 tenham resto igual a 2 ou 6  por isso o ano 2000 foi bissexto e chegamos ao modelo atual de calendário.
E assim vamos contando o nosso tempo...

Sugestões para leitura:
ASSAFIN, M. SALDANHA, A. Calendários. Observatório Nacional, Rio de Janeiro, 1989.
DONATO, H. História do calendário. Universidade de São Paulo, São Paulo, 1976.
KAUSE, A. Astronomia para todos. Iberia, 1944.
LOBO, A. M. Ciência atraente e recreativa. volume 5, Rio de Janeiro.
ENCICLOPÉDIA Mirador Internacional. São Paulo / Rio de Janeiro, 1983.

29/06/2011

PORQUE SOU PROFESSORA?


Então vamos lá… Sou professor porque quero envelhecer ao lado das pessoas de todas as idades, quero fazer novos amigos a cada seis meses, quero ajudar as pessoas a conquistarem seus objetivos, quero transmitir o que sei. Sou professor porque acredito que uma pessoa pode mudar de vida através do conhecimento, porque é motivador ver o brilho do entendimento reluzir no olhar de uma pessoa. Sou professor porque gosto de ensinar e de aprender, gosto de estudar, de me superar. Sou professor porque não gosto de rotina, porque gosto de pesquisa, porque quero aprender  todos os dias.

Ser professor hoje é viver intensamente o seu tempo com consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores. Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informção em conhecimento e em consciência crí­tica, mas também formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marqueteiros, eles são os verdadeiros amantes da sabedoria. Eles fazem fluir o saber, não o dado, a informação, o puro conhecimento – porque constróem sentido para a vida das pessoas  e buscam, ser produtivo e mais saudável para todos.

FUI VITIMA DA SINDROME DE STEVENS JOHNSON



DEFINIÇÃO

Síndrome de Stevens Johnson é uma forma grave e rara de doença imunológica. Dados americanos informam que ocorre em torno de 1 a 4 casos por 1milhão de habitantes por ano.

Em 1922, dois pediatras americanos, Albert Mason STEVENS (1884-1945) e Franck Chambliss JOHNSON (1894-1934), observando pacientes que apresentavam febre, lesões na boca, erupção cutânea generalizada e conjuntivite purulenta, descreveram em um artigo , no " American Journal of Diseases of Children, o que eles declaram ser uma nova doença, que foi então chamada de síndrome de Stevens Johnson. Na década de 50 tomou o nome de seus descobridores.


Quais são as causas desta doença?

São descritas causas variadas, sendo a principal a sensibilidade a determinados medicamentos, aparecendo em cerca de 70% dos casos. Podem contribuir também: infecções por bactérias, por vírus ou por fungos) e doenças como neoplasias ou tumores (Neoplasia é uma proliferação anormal do tecido, que foge parcial ou totalmente ao controle do organismo e tende à autonomia e à perpetuação, com efeitos agressivos sobre o hospedeiro" (Pérez-Tamayo, 1987; Robbins, 1984)
   
Como se manifesta a síndrome de Stevens Johnson?
A SSJ (Sindrome de Stevens Johnson) se inicia com sintomas gerais, como febre, mal-estar, dor de cabeça, podendo também se acohnpanhar de sintomas respiratórios. Segue-se o aparecimento abrupto de lesões na pele e nas mucosas (em especial na boca), espalhando pelo corpo. Surgem bolhas e ulcerações na pele, graves e extensas. Em alguns casos a pele fica tão frágil que pode se desprender facilmente, facilitando infecções e agravando o caso. Danos oculares ocorrem com reflexos na córnea.
 
 
 
                                                 ESTA SOU EU DURANTE A SINDROME

A Síndrome de Stevens-Johnson manifesta-se por uma descamação em graus variados da pele e das mucosas, com formação de bolhas, em aproximadamente 10 a 30% da superfície do corpo. O indivíduo fica com o aspecto de um grande queimado.
 


Os exames de sangue se alteram e surgem complicações, atingindo muitos órgãos como fígado, coração, rins, intestinos, sistema nervoso central, aparelho genital entre outros. Há risco de vida se a pessoa não for atendida com presteza e internada em hospital, com sistema de terapia intensiva.

Como é o tratamento desta síndrome?
 
No meu caso recebi uma medicação de custo elevadissimo chamada de Imunoglobolina  humana intra venosa durante tres dias consecutivos. Eu sabia que Deus estava no controle da minha vida e embora não tivesse noção da gravidade da doença declaro que SOU UM MILAGRE no altar tratada por uma excelente equipe de dermatologia do Hospital Pedro Ernesto no ano de 2009.
Após a alta hospitalar, ( estive na unidade durante 12 dias) continuei com acompanhamento clínico com o especialista em Alergia ou Dermatologia, a fim de apoiar sua recuperação, tratar seqüelas e para que seja feita a orientação profilática e adequada da doença.
 


Se você é vítima de Stevens Johnson síndrome síndrome,  tem dúvidas se é possível curar-se, saiba que a ciência permanece muitas vezes muda quanto à esta pergunta. De fato, as conseqüências de longo prazo da síndrome de Stevens Johnson  podem ser muito sérias. 
 
          SOMENTE UM MILAGRE PODE ME JUSTIFICAR. MILAGRE NÃO SE EXPLICA , VIVI-SE.

                 ESTA SOU EU CURADA PARA GLÓRIA DE DEUS. ACREDITO NO MILAGRE ...
Dois anos se passaram após a SSJ, e eu não tenho do que me queixar, nenhuma sequela me foi imputada...HONRA E GLÓRIA SO NOME DO SENHOR JESUS CRISTO QUE VIVE E REINA PARA TODO SEMPRE, ESTÁ ASSENTADO A DIREITA DO PAI DONDE HÁ DE VIR JURGAR OS VIVOS E OS MORTOS.

Com relação à órgãos internos, as conseqüência da síndrome de stevens johnsons  pode ser um dano sério do fígado. Segundo a tese de D Popinet sobre a síndrome  (universidade de 1995 de medicine de Clermont ferrand),  o pâncreas também pode sofrer consequências sérias. Abaixo baixo temos uma apresentação sucinta dos efeitos posteriores da síndrome de Stevens Johnsone.

Sequelas oftalmológicas da síndrome de Stevens Johnson

Muitas vezes os mais sérios, levando a um risco de cegueira parcial, ou até cegueira total. Olhos dolorosos, grande fotosensibilidade, úlcera de córnea, neo vascularização da córnea , secura ocular, cílios que crescem de um modo anárquico.

Sequeças cutâneas resultantes da síndrome de Stevens Johnson.

Danos à pele podem ser severos, seguidos de grande sensibilidade a luz solar , muitas vezes requerendo aplicação diária de cremes.

PERGUNTAS FRENQUENTES:

É possível sobreviver após um segundo episódio de Stevens Johnson Syndrome?
 
Sabemos que uma pessoa que passou  por  uma síndrome de Stevens Johnson, em 1991, teve  outra síndrome de Stevens Johnson, em 2002, e não sobreviveu após a segunda síndrome. Note-se que teria havido negligencia a nível médico.

POTENCIAIS SEQUELAS DENTAIS da síndrome de Stevens Johnson

Eles podem ser sérios: desde perda parcial de dentes até perda total, prevalência de cáries dentárias, necessitando muitos cuidados dentais ou inserção de coroas, periodentite. Às vezes grande sensibilidade das gengivas

POTENCIAIS SEQUELAS PULMONARES da síndrome de Stevens Johnson.
 
Dilatação dos brônquios, alergia respiratória, nariz escorrendo , bronquite.

POTENCIAIS SEQUELAS DE OUVIDO
Formação de oclusões no sistema auditivo, necessitando visitas a especialistas para remove-las Problemas de labirintite.

POTENCIAIS SEQUELAS DIGESTIVAS
 Indigestão, problemas de apetite .
 
FADIGA

Algumas vítimas destas síndromes queixam-se de fases de fadiga intensa, e excessivo cansaço.

Sequelas cardíacas

Taquicardia

PROBLEMAS DE SANGUE

Leucopenia, trombopenia.

TEMPERATURA DO CORPO

Caso pediátrico, com febres repetidas por vários meses,e também queda de temperatura , chegando a 34,2 C

ESTERILIDADE, ABORTOS

Caso de uma adolescente , levando à sua infertilidade . pois foi vítima da síndrome Stevens Johnson quando tinhas apenas seis anos, tendo perdido a criança em vários episódios

DIABETES

Eventualmente desencadeando, ou agravando diabete já existente.

Problemas de sono

Disturbios do sono, insônia ou muito sono, apnéia.

Dores musculares

Algumas das vítimas queixam-se de dores musculares , ou de fragilidade muscular

DORES NAS JUNTAS

Diversas vítimas reclamam de dores na juntas

DORES DE CABEÇA

Algumas das vítimas reclamam de dores de cabeça

DEPRESSÃO

Em alguns casos, problemas posteriores de depressão.

Unhas

Perda das unhas (na maioria dos casos nascem de novo).

CABELOS

Perda total pode acontecer, mas em geral nascem de novo.
 

16/04/2011

PAIS DA IGREJA? POR QUÊ?




O TERMO PAI
O termo “Pai” era atribuído pelos fiéis aos mestres e bispos da Igreja Primitiva. Surgiu devido à reverência e amor que muitos cristãos tinham pelos seus líderes religiosos dos primeiros séculos. Mais tarde, o termo é atribuído particularmente aos bispos do concílio de Nicéia, e posteriormente Gregório VII reivindicou com exclusividade o termo “papa”, ou seja, "pai dos pais”.

Com a morte do último apóstolo, João em Éfeso, termina a era apostólica, e começou um novo tempo para o cristianismo.Esse período é chamado de pós-apostólico. Para um assunto tão importante, a Igreja convocou grandes assembleias, os chamados Concílios Ecumênicos, dos quais participavam todos os bispos, que no final promulgavam suas declarações de fé.

 PAIS APOSTÓLICOS
Foram os mais antigos escritores cristãos fora do Novo Testamento. Eles conheceram de forma mais ou menos direta os apóstolos e escreveram para a edificação da Igreja, entre o primeiro e segundo século. Os mais importantes foram:

CLEMENTE DE ROMA (30-100 d.C.)
Clemente era um cristão identificado como  colaborador de Paulo mencionado em Filipenses: “E peço também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida” (Filipenses 4.3). Ele foi consagrado pelas mãos do apóstolo Pedro. Escreveu uma Epístola chamada de 1º Clemente, por volta de 95 d.C., para a igreja em Corinto. Clemente foi exilado para a península de Queronese, na área do mar Negro, foi atirado ao mar com uma âncora amarrada ao seu pescoço.

INÁCIO DE ANTIOQUIA DA SÍRIA (35-108 d.C.)
Inácio teria sido o segundo bispo de Antioquia. Foi martirizado em Roma, durante o reinado de Trajano (97-117 d.C.).  Lançado às feras no Anfitetatro romano no ano 108.

POLICARPO (69-155 d.C.)
Foi discípulo do apóstolo João, provavelmente nasceu em 70 d.C. Foi instruído pelos apóstolos e conviveu com muitos que haviam visto o Senhor. Devido a sua idade, quiseram fazê-lo negar o nome de Jesus e assim escapar com vida, ao que ele respondeu: “Eu tenho servido a Cristo por 86 anos e Ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou?”. Quando o colocaram na fogueira, dizem que o fogo não o queimou, e então seus inimigos o apunhalaram até a morte e depois o queimaram.

PAPIAS (70-140 d.C.)
Bispo de Hierápolis, Papias teria sido discípulo do apóstolo João. Escreveu uma coleção de relatos sobre ditos e feitos do Senhor e de seus discípulos, da qual restam somente pequenos fragmentos.

PAIS APOLOGISTAS
Foram aqueles que empregaram todas as suas habilidades literárias em defesa do cristianismo perante a perseguição do Estado. Geralmente este grupo se situa no segundo século, e os mais proeminentes entre eles foram:

TERTULIANO (155-220 d.C.)
Nasceu em Cartago, um dos principais centros culturais do Império Romano.   Dedicou-se ao estudo das Escrituras, e dos tratados gnósticos. Teólogo foi o principal apologista da igreja ocidental.

JUSTINO MARTIR (100-166 d.C.)
Filho de pais pagãos nascido perto da cidade de Siquém, onde passou boa parte de sua juventude numa busca filosófica atrás da verdade. Seus livros que ainda existem, oferecem informações valiosas sobre a vida da Igreja nos meados do segundo século. Foi martirizado em Roma, no ano de 166.

PAIS POLEMISTAS
Os pais desse grupo não mediram esforços para defender a fé cristã das falsas doutrinas surgidas fora e dentro da Igreja.

IRINEU (130-202 d.C.)
Da Ásia Menor, foi discípulo de Policarpo. A maior parte de sua obra desenvolveu-se no campo da literatura polêmica contra o ensino gnóstico, que acreditava na existência de um mundo distinto de Deus.

ORÍGENES (185-254 d.C.)
Foi o maior dos intérprete da antiguidade cristã. Nasceu em Alexandria, no Egito, onde foi aluno de Clemente. Ficou à frente da escola catequética por 28 anos, levando uma vida extremamente ascética e piedosa. Devido ao seu zelo, interpretou literalmente o texto de Mateus 19.12, que diz: “Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do Reino dos céus. Quem pode receber que o receba”, e mutilou-se a si mesmo. Morreu em Cesáreia durante a perseguição do imperador Décio.

CIPRIANO (200-258 d.C.)
Eleito bispo em sua cidade natal, por volta de 249 d.C. Exerceu um ministério pastoral influente produzindo vários escritos antes de ser perseguido e decapitado nos dias do imperador Valeriano. Algumas de suas obras são revisões dos escritos de Tertuliano, a quem Cipriano chamava de mestre.

PAIS PÓS-NICENOS
Entre os Concílios de Nicéia (325 e de Calcedônia (451, vários dos mais capazes Pais da Igreja Cristã desempenharam seu ministério)). Eles procuraram estudar a Bíblia em bases científicas a fim de desenvolverem o seu significado teológico. Sem dúvidas, Agostinho foi o maior deles.

JOÃO CRISÓSTOMO (347-407)
João, chamado Crisóstomo devido à sua eloquência, logo depois de sua morte, mereceu literalmente o nome de “boca-de-ouro”. Nasceu por volta de 345 numa família rica, da aristocracia de Antioquia. Após seu batismo em 386, tornou-se monge. Morreu no exílio em 407.

 EUSÉBIO DE CESARÉIA (260-340)
Um dos pais da Igreja mais amplamente estudados  é até hoje nossa melhor fonte sobre a história da Igreja durante os três primeiros século de sua existência.

JERÔNIMO (331-420)
Jerônimo, natural de Veneza, foi batizado em 360. Adotou a vida monástica, ocasião em que aprendeu o hebraico. traduziu a Bíblia para o latin conhecida como Vulgata Latina. Viveu num retiro monástico em Belém por quase 35 anos. Antes de 391, ele tinha completado a revisão do Novo Testamento latino cuidadosamente cotejado com o grego.

AGOSTINHO (354-430)
Polemista capaz, pregador talentoso, administrador episcopal competente, teólogo notável, ele criou uma filosofia cristã da história que em sua essência, continua válida até hoje. Agostinho se posicionou entre dois mundos, o mundo clássico e o novo mundo medieval. Nasceu em 354, na cidade de Tagasta, ao norte da África. Sua mãe, Mônica, dedicou a vida à sua formação e conversão à fé cristã.  Em 386, aconteceu sua crise de conversão. Um belo dia, meditando num jardim sobre a sua situação espiritual, ouviu uma voz próxima à porta que dizia: “Tome e leia”. Agostinho abriu sua Bíblia em Romanos 13.13-14, cuja leitura trouxe-lhe a luz que sua alma não havia conseguido encontrar. Separou-se de sua concubina e abandonou sua profissão de retórica. Sua mãe que tanto orara por sua conversão, morreu logo depois do seu batismo. De volta a Cartago, foi ordenado sacerdote em 391. A obra mais conhecida de sua lavra sejam as Confissões, uma das maiores obras autobiográficas de todos os tempos.




Fonte:
Modulo 4 de Teologia da FTB
História da Igreja Cristã - Editora Vida 
O Cristianismo Através dos Séculos - Editora Vida Nova